sexta-feira, 25 de abril de 2008

A superação de si mesma!


Bom dia Sol! Bom dia Dia!
Hoje acordei feliz...algo está no ar!Não saberia dizer o que me faz feliz hoje...apenas sinto!
Sinto que algo está para acontecer...algo importante!
Este é um dia especial, como muitos outros, mas que ele será cenário de algo novo, pois estou mudando, estou fazendo uma passagem...algum rito que precisava ser ultrapassado está aí....
Assim são os heróis...precisamos fazer nossas passagens...e sinto minha razão se desenvolvendo...sinto que ela vem acompanhada da felicidade...não uma felicidade desta compreendida como um momento ordinário, efêmero, passageiro...mas uma felicidade que traz consigo algo de divino ...de incompreendido...algo infinito...uma felicidade transcendental...que revela uma comunhão de mim comigo mesma, uma superação interior...que revela uma outra etapa...uma nova fase...e eu estou mudando...estou me preparando...estou pronta para superar a mim mesma! Não entendo como as pessoas tem medo das mudanças...nada há de tão sublime... nestes momentos é que sentimos a presença dos deuses em nossas vidas...que nos enfrentamos...que nos olhamos e transcendemos...sim...rompemos com paradigmas...sublimamos nossos seres...e atingimos uma compreensão real!
Conseguimos neste momento apreender o real, sem ilusões...e apreender também a nós próprios sem auto-enganos...as pessoas são estranhas a sí e não se apercebem que assim são!
Compreendam-se... apercebam-se ...desvelem-se para sí e para o mundo! Já sabemos que a junção das partes é maior que o todo!
Como uma boa kantiana, consigo até compreender o Nietzsche...A vontade de potencia está aí...o eterno retorno...os ritos se dão em um eterno movimento de ir e vir...o fim une-se ao inicio...é a cobra engolindo o próprio rabo formando assim o círculo...o ciclo!Compreendam a passagem...a escada que leva o dionisíaco ao apolíneo, a condição humana erguida ao divino! O pathos é o grande responsávél... e este se revela no sagrado que há no mundo!!!Que divino este encontro de deuses!!!Compreendam o sentido de mundo...vês como Zaratrusta percebe o animal mais rasteiro e o que voa mais alto em comunhão?!E eles estão voando....A águia voa com a serpente fazendo circulos em volta dela...é esta a analogia da compreensão de mundo e de sentido!
Mais divino ainda torna-se quando se passa conosco e somos capazes de perceber este encontro...já não poderemos ser os mesmos...é o verdadeiro sentido da vida se desvelando! Nossas vontades e nossa razão em comunhão!Como a tagédia é reveladora....e esta nada mais é que este mundo...o mundo que há em nós e que intuimos! Pensem em Édipo...olha o que está dentro ...não cegues teu espirito e vejas apenas com teus olhos físicos...Cegas os olhos físicos e vê o que há dentro...Há tempo para morrer!E cada um deve se deixar morrer no seu tempo certo para que assim possa renascer, este é o eterno retorno... esta é a superação...esta é a vontade de poder! É deixar morrer para viver!

Sucesso a todos!
Olhem como o dia está lindo...hoje a um encontro entre os deuses!!!

Abraços,

Maíra Motta

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Borboletas

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você. O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
Mário Quintana
Nunca diga "te amo" se não te interessa. Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem. Nunca toque numa vida se não pretende romper um coração. Nunca olhe nos olhos de alguém se não quiser vê-lo se derramar em lágrimas por causa de ti. A coisa mais cruel que alguém pode fazer é permitir que alguém se apaixone por você quando você não pretende fazer o mesmo.
Mário Quintana

Reverência ao destino

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que se expresse sua opinião...
Difícil é expressar por gestos e atitudes, o que realmente queremos dizer.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias...

Difícil é encontrar e refletir sobre os seus próprios erros.
Fácil é fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir...

Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer a verdade quando for preciso.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre a mesma...

Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado...

Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece.
Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã...

Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e as vezes impetuosas, a cada dia que passa.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar...

Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar...

Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Fácil é ditar regras e,

Difícil é segui-las...

Carlos Drummond de Andrade
"Para quem tem medo, tudo são ruídos."
Sófocles

O espetáculo

Não me compreendestes sequer um pouco!
Julga-me sem ter me apreendido,
minhas vontades foram tão sinceras...
e minha saudades ainda mais!
Não compreendestes sequer um pouco!
Como permitir minha razão se perder?!
Apeguei-me ao passado!
Busquei minha razão fugindo dos sentidos!
Fugindo do que estava a flor da pele!
Fugindo do que a mim revelava-se
inatingível...
Precisei recuar,
tenta compreender-me agora...
A cortina precisava abrir-se
para o espetáculo começar!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Da precipitação ao precipício...

Um feixe de luz invade a tela,
Imagens e palavras prismadas,
corroem o que a esperança cultivava!
E a precipitação...
Estilhaça uma vontade inerte,
ignora a intensidade do sublime,
Quão sublime são as palavras!
Quão ainda os gestos!
Enquanto as palavras velam...
os gestos revelam...
E a esperança cultivada
baila sobre um precipício de ilusões,
Sem saber que neste já caiu
e o que te resta agora
é apenas tua imaginação!
Que insiste em bailar
sobre as pedras da ilusão!
Deixando a intensidade do sublime
para os sonhos que não mais acordarão!

Histórias de família!

Henriqueta Prates


ACADEMIA DO PAPO Por Paulo Pires(*)Postado em 06.09.2007 : 21:20
Anteontem, 04 de setembro de 2007, fez 50 anos que morreu dona Henriqueta Prates. Se fôssemos um País dado a preservação da memória, certamente teríamos realizado pelo menos um evento para homenagear a esta, que foi sem dúvida, uma das personalidades mais significativas de Vitória da Conquista. Aos 04 de setembro de 1957, falecia dona Henriqueta. Na década de 1980 a cidade prestou-lhe uma homenagem colocando em um dos bairros o seu nome. Mas, pelo que ela fez, deveria ser lembrada em outras oportunidades e por muitos motivos. Dentre esses, vale assinalar, a sua personalidade exuberante e um enorme espírito de solidariedade. No final do século XIX, em meio a uma seca daquelas de fazer o caburé esquecer o piado, dona Henriqueta por iniciativa própria e movida por uma sensibilidade excepcional antecipou-se à modernidade do final do século XX e criou uma espécie de ONG (Organização Não Governamental) ou uma OCIP (Organização Civil de Interesse Público), como queiram, e transformando a sua residência em um centro de atendimento para os mais necessitados da região. Foi uma luta tremenda para ajudar a tantos, mas ela, conforme diz o nosso hino, não “fugiu à luta”. Dona Henriqueta enviuvou em 1897 aos 34 anos de idade. Mãe de 07 filhos, não perdeu o rumo da sua estrada. Ao contrário, soube “romper” e construir o seu destino com uma maestria, digna de louvores. Além de excelente administradora do lar, possuía capacidade de gerenciamento invejável no mundo dos negócios. Dos seus 07 filhos, a caçula Maria Vitória tive a honra de conhecer pessoalmente e com ela partilhar momentos saudáveis. Dona Tazinha, como era conhecida Maria Vitória dos Santos Silva, era uma pessoa especial. Estudiosos de hoje investigam se os nomes das pessoas as ajudarão ou não durante suas trajetórias aqui na terra. No caso de Maria Vitória, creio, o nome lhe foi benéfico. De Maria ela recolheu a bondade, a discrição e a pureza; de Vitória a energia e a sabedoria para ter inúmeras conquistas no plano espiritual. Tudo isso, penso, herdado de dona Henriqueta. Esta logo cedo aprendera com os pais as boas regras para se viver em sociedade. Conforme os historiadores Ruy Medeiros, Ana Palmira Bittencourt dos Santos Casimiro e Heleusa Figueira Câmara (História e Cotidiano do Planalto de Conquista), ao mudar-se da Fazenda para o centro de Conquista dona Henriqueta recebeu a seguinte orientação do pai, José Sátiro: “aos vizinhos devia-se servir, receber e tratar com cordialidade e solidariedade, mas nunca deixar invadirem a sua privacidade”. Conclui-se daí que o pai de dona Henriqueta era homem inteligente, prudente e previdente. Durante décadas e mais décadas, a casa de Henriqueta Prates abrigou grandes decisões para a vida de nossa Cidade. Conquista, apesar de contar em sua jurisdição com distritos como Belo Campo, Anagé, Barra do Choça, Cândido Sales e outros, era uma cidade bem piquititinha. Em outras palavras, não tínhamos nada. A comunicação com outros municípios cingia-se a estradas coloniais e a picadas feitas pelos índios, conforme nos informa o historiador Zai Orrico em sua obra Mulheres que Fizeram História em Conquista. Na casa de Henriqueta, homens como Zeferino Correia, Maximiliano Fernandes, Cassiano Santos, tomaram a iniciativa de construir uma estrada carroçável que nos permitiria chegar até Jequié. Implantamos os serviços de Correios e Telégrafos, construímos nosso primeiro campo de aviação que até hoje - a não ser o asfalto – pouca melhoria teve. As festas na casa de Dona Henriqueta eram sensacionais. Se você descer hoje pela Praça Tancredo Neves e olhar para o Museu Regional da UESB, leve o seu pensamento para 60, 70, 80 anos atrás e pense aquela frente de casa com fogueira enorme (nas festas de São João) ou em outras festas, as janelas abertas, dezenas de pessoas de nossa sociedade, todo mundo bem vestido e se divertindo frente a iguarias, acepipes, licores e vermutes, feitos e consumidos com elegância e bom gosto. Era assim aquele espaço. Um dos convivas mais presentes era Doutor Régis Pacheco (casado com Enerina, uma das sobrinhas da dona da casa). Doutor Régis era um homem extremamente cordial e festeiro. Sabia adicionar à sua personalidade forte um encantamento natural (sex appeal) que dava a ele um destaque todo especial. O mulherio ficava encantado com o médico Régis e, cá prá nós, não era para menos. Não foi à toa que ele encantou a uma boa parte dos baianos e se elegeu governador do Estado. Para encerrar, não posso omitir outro grande legado de dona Henriqueta: a qualidade dos descendentes que ela deixou para o nosso município, para a nossa comunidade. Os seus herdeiros são pessoas extremamente cordiais, simpaticíssimas, diplomáticas. Peço licença aos demais, mas quero me referir especialmente a três que conheço mais de perto: Aydil Santos Silva, Iany Santos Silva (viúva do grande fazendeiro Geremias Gusmão) e Humberto dos Santos Flores. Este último é um influente observador de nossa vida cultural, conhecedor como poucos do nosso repertório político e analista acurado de nossas vicissitudes sociais. As histórias de Humberto são verdadeiras pérolas e nos ajudam a entender um pouco o espírito do homem conquistense. A sua forma de contar essas histórias obedece a um estilo clássico e nos faz lembrar os grandes rapsodos do tempo de Homero. Aliás, não é só Humberto. Os três primos citados possuem o mesmo estilo, a mesma fidalguia. Eles são netos de dona Henriqueta Prates e isso diz tudo. Um abraço cordial e até a próxima. Paulo Pires.(*) Professor UESB-FAINOR

terça-feira, 22 de abril de 2008

"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."
Clarice Lispector

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Perdoa-me hoje!


É preciso compreender...
Perceber que as palavras ditas
nem sempre são as que queremos dizer.
Que escondemos de nós mesmos
nossas vontades sem perceber
e que nós com este ato
não as extingüimos das nossas almas.
As nossas vontades...
Elas estão ali escondidas
bem ali no fundo...
e qualquer minuto podem romper
tornando nossas vidas ainda
mais complicadas...
ou descomplicadas quem sabe?!
Já não depende só de um...
as palavras já foram ditas...
Quisera eu resgatá-las...
Quanto mal causei?!
Iria resgatá-las e
trancafiá-la onde já não tivesses acesso.
Perdo-a me hoje.
Sei que é a ti que busco em qualquer outro,
busquei borboletas no mar...
estrelas nos rios...
Não percebi que as borboletas
estavam a dançar em volta das flores,
nem que para enxergar as estrelas
bastava-me mirar aos céus em dias estios!
Se hoje não as encontrar...
saberei o quão más podem ser as palavras,
o quanto elas podem iludir!
Perdoa-me hoje
Sei o quanto distante estas...
Só queria poder te abraçar,
deitar em teu colo e ouvir
novamente tua voz a chamar-me
de minha menina...


Mai em 21/04/2008

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,como um cego.
Talvez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,a sangue e fogo.

Pablo Neruda

Gente - Raul Seixas

Gente é tão louca

E no entanto tem sempre razão.

Quando consegue um dedo

Já não serve mais, quer a mão.

E o problema é tão fácil de perceber.

É que gente...

Gente nasceu pra querer.

Gente tá sempre querendo

Chegar lá no alto

Pra no fim descobrir...

Já cansado que tudo é tão chato.

Mas o engano é bem fácil de se entender!

É que gente...

Gente nasceu pra querer!

Em casa, na rua, na praia, na escola ou no bar... ah!

Gente fingindo, escondendo seu medo de amar...oh!