"Gosto de ti quando calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, e minha voz não te toca.
Parece que teus olhos saltaram
e parece que um beijo fechara a tua boca.
Como todas as coisas estão cheias de minh'alma
emerges das coisas cheia de alma, a minha.
Borboleta de sonho, tu pareces com minh'alma,
como pareces com a palavra melancolia.
Gosto de ti quando calas e estas como distante.
E estas como a queixar-te, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e minha voz não te alcança:
permite que eu me cale com teu silêncio agudo.
Permite que eu te fale tambem com o teu silêncio claro
como uma lampada e simples como um elo.
Tu és como a noite, calada e constelada.
Teu silencio é de estrela, afastado e singelo.
Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se estivesses morta.
Uma palavra, então, um sorriso são o bastante.
E fico alegre, alegre porque a verdade é outra."
Pablo Neruda
quarta-feira, 12 de março de 2008
Morre lentamente...
Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projecto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.
Pablo Neruda
domingo, 2 de março de 2008
Delírio " Secos e Molhados"
sábado, 1 de março de 2008
Ainda ontem...

Ainda ontem senti seu olhar
Ele não desviava a direção...
Devia ter acostumado,
Desde que te esqueci,
Resolveu lembrar-me...
Teu pensamento era de outra
Vivi um mundo onde nada era meu
Cansei, chorei, desisti....
Rompi a ano rezando à grande mãe
E rogando esquecer-te...
Foi fácil.
Te esqueci
Mas desde que te esqueci,
Resolveu lembrar-me.
E num encontro casual,
Reclamastes do meu beijo...
Já não era o mesmo,
Reclamastes do meu corpo,
Já não tinha linguagem,
Te desejava por este simples momento.
A mágica dos corpos havia se perdido,
E só então pode perceber que já não te pertencia ...
E muito tempo se passou, acontecimentos nos afastaram ainda mais
Mas seu olhar ...
Iniciou sua trajetória em minha direção
Já não havia o que falar
Eu entendia, você entendia...
Não havia mais vontade...
Não havia mais mágica...
E o tempo se passou...
E o tempo se passou...
Ainda ontem senti seu olhar...
E ele permanecia na mesma direção...
E no simples cumprimento meu ao que hoje chamo amigo...
Senti que teu corpo falava,
Senti tuas mãos a percorrer meus cabelos,
Senti suas mãos nas minhas,
Senti a vontade do beijo,
Senti também que os tempos de outrora não haviam voltado,
Simplesmente ...
Senti o olhar que não mudava a direção...
Senti você ali,
Senti algo,
Senti vontade
Senti o beijo
Já não sei o que será...
O que apenas sei...é que não costumo errar mais de uma vez....
e sinceramente não sei dizer....
Se voltar a olhar você não seja um erro!
Ele não desviava a direção...
Devia ter acostumado,
Desde que te esqueci,
Resolveu lembrar-me...
Teu pensamento era de outra
Vivi um mundo onde nada era meu
Cansei, chorei, desisti....
Rompi a ano rezando à grande mãe
E rogando esquecer-te...
Foi fácil.
Te esqueci
Mas desde que te esqueci,
Resolveu lembrar-me.
E num encontro casual,
Reclamastes do meu beijo...
Já não era o mesmo,
Reclamastes do meu corpo,
Já não tinha linguagem,
Te desejava por este simples momento.
A mágica dos corpos havia se perdido,
E só então pode perceber que já não te pertencia ...
E muito tempo se passou, acontecimentos nos afastaram ainda mais
Mas seu olhar ...
Iniciou sua trajetória em minha direção
Já não havia o que falar
Eu entendia, você entendia...
Não havia mais vontade...
Não havia mais mágica...
E o tempo se passou...
E o tempo se passou...
Ainda ontem senti seu olhar...
E ele permanecia na mesma direção...
E no simples cumprimento meu ao que hoje chamo amigo...
Senti que teu corpo falava,
Senti tuas mãos a percorrer meus cabelos,
Senti suas mãos nas minhas,
Senti a vontade do beijo,
Senti também que os tempos de outrora não haviam voltado,
Simplesmente ...
Senti o olhar que não mudava a direção...
Senti você ali,
Senti algo,
Senti vontade
Senti o beijo
Já não sei o que será...
O que apenas sei...é que não costumo errar mais de uma vez....
e sinceramente não sei dizer....
Se voltar a olhar você não seja um erro!
Maira Motta
em 01/03/2008
Tela de Edwin Church
É preciso dizer...

Não te esqueças de que a tua frase é um acto. Se desejas levar-me a agir, não pegues em argumentos. Julgas que me deixarei determinar por argumentos? Não me seria difícil opor, aos teus, melhores argumentos. Já viste a mulher repudiada reconquistar-te através de um processo em que ela prova que tem razão? O processo irrita. Ela nem sequer será capaz de te recuperar mostrando-te tal como tu a amavas, porque essa já tu a não amas. Olha aquela infeliz que, nas vésperas do divórcio, teve a ideia de cantar a mesma canção triste que cantava quando noiva. Essa canção triste ainda tornou o homem mais furioso. Talvez ela o recuperasse se o conseguisse despertar tal como ele era quando a amava. Mas para isso precisaria de um génio criador, porque teria de carregar o homem de qualquer coisa, da mesma maneira que eu o carrego de uma inclinação para o mar que fará dele construtor de navios. Só assim cresceria essa árvore que depois se iria diversificando. E ele havia de pedir de novo a canção triste. Para fundar o amor por mim, faço nascer em ti alguém que é para mim. Não te confessarei o meu sofrimento, porque ele te faria desgostar de mim. Não te farei censuras: elas irritar-te-iam justamente. Não te direi as razões que tu tens para amar-me, porque não as tens. A razão de amar é o amor. Também não me mostrarei mais, tal como tu me desejavas. Porque tu já não desejas esse. Se não, amar-me-ias ainda. Mas educar-te-ei para mim. E, se sou forte, mostrar-te-ei uma paisagem que fará de ti meu amigo.
Antoine de Saint' Exupéry
In Cidadela.
Para homens e mulheres.....rsrsrs
Tela de Edwin Chuch
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Ilusão e pensamento

As pessoas nos dizem para acreditar e em que devemos acreditar!
Como se a crença fosse um objeto que simplesmente pudéssemos tomar posse!
Acreditar é ter confiança! É algo que pertence apenas ao sujeito que confia!
É um sentimento que além de subjetivo é algo que paira sobre a verdade! Acreditamos em algo que não podemos constatar... Se assim não fosse não diríamos acreditamos mas apenas sabemos, conhecemos! Seria bom acreditar... Simplesmente porque queremos... e tudo como em um passe de mágica se resolveria! Viveríamos iludidos todo o tempo... e assim sem consciência dos problemas eles não existiriam para nós. A Ilusão serviria para sonhar....para esquecer....para se consolar! Acreditar... Palavra forte, mas que trás consigo a ilusão, a ilusão de tentar enxergar as coisas como elas não se mostraram ser... Ou quando nem se tem este possibilidade do não mostrar, ainda quando se tem a consciência de que algumas coisas no mundo nunca serão desveladas! Como seria confortante acreditar no que professam muitos!...Infelizmente o querer não basta!
As coisas são o que são e não como devem ou queremos que sejam! Devemos conhecer as coisas como são, amá-las como são e nesse mundo repleto de realidade e ilusões devemos também ser ....simples como as coisas são... e tudo será menos complicado, menos explicado e tudo se tornará mais sentido!Pois não somos coisas apenas para nós mesmos e isto também é algo de subjetivo! Abandonar o mundo da fantasia não é abandonar o encanto, mas mudarmos a direção do nosso olhar, e assim, poder voltar a enxergar o encanto do real que a muito se perdeu...Já não vemos encanto no outro, no sol, na lua, no mar, na flor e em nós mesmos! Há mais mistérios no real do que podemos supor e ainda assim continuamos a criar ilusões! Continuamos a tentar explicar o inexplicável... A extinguir o inexorável....buscamos sempre as últimas gotas do pote.E na vida ...se não encontramos o pote...o nada e a ausência nos amedrontam...surgem daí as ilusões...da fuga da realidade... da busca pela última gota do pote que deve ser imaginado... criado por nossa mente....ilusão....porque simplesmente, na realidade ele este nunca esta aí, estando ao mesmo tempo sempre presente!
Como se a crença fosse um objeto que simplesmente pudéssemos tomar posse!
Acreditar é ter confiança! É algo que pertence apenas ao sujeito que confia!
É um sentimento que além de subjetivo é algo que paira sobre a verdade! Acreditamos em algo que não podemos constatar... Se assim não fosse não diríamos acreditamos mas apenas sabemos, conhecemos! Seria bom acreditar... Simplesmente porque queremos... e tudo como em um passe de mágica se resolveria! Viveríamos iludidos todo o tempo... e assim sem consciência dos problemas eles não existiriam para nós. A Ilusão serviria para sonhar....para esquecer....para se consolar! Acreditar... Palavra forte, mas que trás consigo a ilusão, a ilusão de tentar enxergar as coisas como elas não se mostraram ser... Ou quando nem se tem este possibilidade do não mostrar, ainda quando se tem a consciência de que algumas coisas no mundo nunca serão desveladas! Como seria confortante acreditar no que professam muitos!...Infelizmente o querer não basta!
As coisas são o que são e não como devem ou queremos que sejam! Devemos conhecer as coisas como são, amá-las como são e nesse mundo repleto de realidade e ilusões devemos também ser ....simples como as coisas são... e tudo será menos complicado, menos explicado e tudo se tornará mais sentido!Pois não somos coisas apenas para nós mesmos e isto também é algo de subjetivo! Abandonar o mundo da fantasia não é abandonar o encanto, mas mudarmos a direção do nosso olhar, e assim, poder voltar a enxergar o encanto do real que a muito se perdeu...Já não vemos encanto no outro, no sol, na lua, no mar, na flor e em nós mesmos! Há mais mistérios no real do que podemos supor e ainda assim continuamos a criar ilusões! Continuamos a tentar explicar o inexplicável... A extinguir o inexorável....buscamos sempre as últimas gotas do pote.E na vida ...se não encontramos o pote...o nada e a ausência nos amedrontam...surgem daí as ilusões...da fuga da realidade... da busca pela última gota do pote que deve ser imaginado... criado por nossa mente....ilusão....porque simplesmente, na realidade ele este nunca esta aí, estando ao mesmo tempo sempre presente!
Maira Motta em 25/02/2007
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
A Vida só é possível se reinventada.

A vida só é possível reinventada.
Anda o sol pelas campinas e passeia
a mão dourada pelas águas, pelas folhas...
Ah! tudo bolhas que vem
de fundas piscinas de ilusionismo...— mais nada.
Mas a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível reinventada.
Vem a lua, vem, retira as
Vem a lua, vem, retira as
algemas dos meus braços.
Projeto-me por espaços
cheios da tua Figura.
Tudo mentira!
Mentira da lua, na noite escura.
Não te encontro,
não te alcanço...Só — no tempo equilibrada,
desprendo-me do balanço
que além do tempo me leva.
Só — na treva,
fico: recebida e dada.
Porque a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível reinventada.
Cecília Meireles
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
"Das Leben der anderen" - A vida dos outros

Um filme indescritível! De uma sensibilidade fora de série, só assistindo para conferir!!! A atuação de Ulrich Mühe (Gerd Wiesler) e Sebastian Koch (Georg Dreyman)me emocionaram e despertaram em mim uma angustia e um turbilhão de sentimentos durante todo o filme. O roteiro não poderia ser melhor desenvolvido, a riqueza de cada cena e a precisão de cada diálogo sem dúvida deve ter contribuido para o grande sucesso deste filme! É este o primeiro grande sucesso do diretor Florian Henckel von Donnersmarck, nascido em Colônia na Alemanha. O filme foi premiado como melhor filme na 19ª edição do European Film Awards, cuja cerimônia ocorreu em Varsóvia ,sendo premiado também o roteiro e Ulrich Mühe, protagonista do filme que recebeu o prêmio de melhor ator!Vale acrescentar que foi indicado pela Alemanha ao Oscar de melhor filme estrangeiro e como era de se esperar levou para casa o prêmio!!!
"A história se passa na Berlim oriental, em novembro de 1984. Cinco anos antes do fim da República Democrática Alemã (a DDR). O governo oriental busca assegurar seu poder através de um cruel sistema de controle e vigilância sobre os cidadãos. O capitão Anton Grubitz (Ulrich Tukur) busca ser promovido em sua carreira, com o apoio dos mais influentes círculos políticos da época, e para isso dá a um fiel agente do sistema, o protagonista do filme, Gerd Wiesler (Ulrich Mühe) o encargo de coletar evidências contra o bem-sucedido dramaturgo Georg Dreyman (Sebastian Koch) e sua namorada, a atriz Christa-Maria Sieland (Martina Gedeck).Entretanto, a "operação" tem um desdobramento surpreendente: ao submergir no mundo e nas vidas dos observados, o agente passa por mudanças profundas. A imersão nas vidas destas duas pessoas (daí o nome do filme "Das Leben der Anderen" - A Vida dos Outros), tanto em relação ao seu relacionamento amoroso, quando a suas formas de pensar e se expressar, torna Wiesler consciente da pobreza de sua própria existência. Isso lhe abre um mundo desconhecido, ao qual ele tentava até então resistir. "(Informações extraidas do site da CCBA- Centro cultural Brasil-Alemanha).
Não deixem de assistir a esta obra prima!!!
Abraço,
Maira Motta
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Alma Gêmea
.jpg)
"Uma alma gêmea é alguém cujas fechaduras coincidem com nossas chaves e cujas chaves coincidem com nossas fechaduras. Quando nos sentimos seguros a ponto de abrir as fechaduras, surge o nosso eu mais verdadeiro e podemos ser completa e honradamente quem somos. Cada um descobre a melhor parte."
Richard Bach
Imagem
Alma Gêmea - Bruno Lopes
Artista Plástico
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Vivendo...
VIVENDO...
Nós, incautos e efêmeros passantes,
Vaidosas sombras desorientadas,
Sem mesmo olhar o rumo das passadas,
— Vamos andando para fins distantes...
Então, sutis, envolvem-nos ciladas
De pequenos acasos inconstantes,
Que vão desviando, a todos os instantes,
A linha leviana das estradas...
Um dia, todo o fim a que chegamos,
Vem de um nada fortuito, entretecido
Nas surpresas das horas em que vamos...
Para adiante! Ó ingênuos peregrinos!
Foi sempre por um passo distraído
Que começaram todos os destinos...
Raul de Leoni
Nós, incautos e efêmeros passantes,
Vaidosas sombras desorientadas,
Sem mesmo olhar o rumo das passadas,
— Vamos andando para fins distantes...
Então, sutis, envolvem-nos ciladas
De pequenos acasos inconstantes,
Que vão desviando, a todos os instantes,
A linha leviana das estradas...
Um dia, todo o fim a que chegamos,
Vem de um nada fortuito, entretecido
Nas surpresas das horas em que vamos...
Para adiante! Ó ingênuos peregrinos!
Foi sempre por um passo distraído
Que começaram todos os destinos...
Raul de Leoni
Força Maldita
Eras fraco e feliz, sem meditar,
E na tua consciência vaga e obscura,
A vida, sob um luar de iluminura,
Era um conto de fadas para o olhar.
Um dia, um rude e pérfido avatar
Vestiu-te de uma força ingrata e impura,
E sonhaste a ciclópica aventura
De o espírito das cousas penetrar.
Mas, ah! homem ingênuo, desde quando
Deste o primeiro passo da escalada,
Foste, como um tristíssimo Sansão,
Na fúria da tua obra desgraçada,
Estremecendo, aluindo, derrubando
As colunas do Templo da Ilusão!...
Raul de Leoni
E na tua consciência vaga e obscura,
A vida, sob um luar de iluminura,
Era um conto de fadas para o olhar.
Um dia, um rude e pérfido avatar
Vestiu-te de uma força ingrata e impura,
E sonhaste a ciclópica aventura
De o espírito das cousas penetrar.
Mas, ah! homem ingênuo, desde quando
Deste o primeiro passo da escalada,
Foste, como um tristíssimo Sansão,
Na fúria da tua obra desgraçada,
Estremecendo, aluindo, derrubando
As colunas do Templo da Ilusão!...
Raul de Leoni
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Adeus a Pavarotti!!!

Modena (Itália), 7 set (EFE)- As portas da câmara ardente do tenor italiano Luciano Pavarotti, morto ontem por um câncer de pâncreas, reabriram hoje às 6h (1h de Brasília), e desde então uma incessante procissão de fãs se aproxima da catedral de Modena, no norte da Itália, para dar seu último adeus ao ídolo.Pouco antes da reabertura, algumas dezenas de pessoas já se concentravam às portas do Duomo. Mesmo sem grandes filas, não param de chegar admiradores.Uma mulher que esperava a abertura das portas disse à imprensa, antes de entrar na catedral, que "Modena ficou um pouco mais pobre".A praça onde se situa a igreja recebeu três mesas com livros de assinaturas. Em cada uma há uma foto de um sorridente Pavarotti em branco e preto.A câmara ardente permanecerá aberta até as 19h (de Brasília) de hoje, e no sábado até as 8h (de Brasília). O funeral será na própria catedral, no sábado, às 10h (de Brasília).A população e a imprensa poderão acompanhar a cerimônia do lado de fora da catedral, graças a dois telões que serão colocados na Praça do Duomo e na Praça de Santo Agostinho.Centenas de fãs já passaram ontem pelo caixão do tenor, de madeira clara e aberto, mas coberto com um tecido em tom bordeaux.Os restos mortais de Pavarotti foram vestidos com um fraque negro. Ele tem nas mãos um rosário e um lenço branco, como o que ele usava em muitos de seus concertos para enxugar o suor enquanto cantava.Hoje, espera-se que muitos amigos e músicos cheguem à catedral para prestar uma última homenagem a Pavarotti.
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